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Mais um triunfo dos B's


Mais um jogo, mais um triunfo, mais 3 pontos somados. Mais um jogo ultrapassado num relvado impróprio para a prática de futebol. Um terreno que mais parecia um batatal mas que serve para o crescimento e amadurecimento dos futebolistas mais jovens. Em Machico, a única alteração no onze inicial de Norton de Matos relativamente ao último encontro com o Belenenses foi a entrada de Fábio Cardoso por Miguel Vítor.

Onze inicial diante da União da Madeira

Em relação aos pupilos de Norton de Matos, Mika esteve mais uma vez seguríssimo na baliza. Teve pouco trabalho mas nunca comprometeu. João Cancelo mal defensivamente. Desatento, deixou o seu corredor algumas vezes aberto dando margem de manobra ao adversário. Ofensivamente sempre imparável. Lionel Carole muito melhor ofensivamente que nas últimas partidas. Ajudou mais o ala do seu corredor em relação aos jogos anteriores, principalmente no segundo tempo. Na defesa não descurou mas necessita de ser mais agressivo sobre o portador da bola. Boa exibição do francês. Jardel e Fábio Cardoso voltaram a formar a dupla de centrais e estiveram em bom plano. Jogo relativamente tranquilo do brasileiro e o jovem português a demonstrar novamente que joga muito bem pelo chão.

Leandro Pimenta actuou como médio-defensivo e é de destacar a sua boa capacidade de passe -, principalmente em profundidade - e a forma como se mantém exemplarmente em termos tácticos. Tem um porte atlético de meter respeito e sabe-o utilizar da melhor maneira. Ao seu lado actuou André Almeida que apontou um golo de se lhe tirar o chapéu. Bem na construção de jogo, equilibra a equipa, boa capacidade de passe e acabou por desfazer o nulo do marcador. Em grande forma o ex-Belenenses. André Gomes bastante apagado esta tarde, não tendo a mesma preponderância que nas partidas anteriores. Ivan Cavaleiro também não foi feliz e só apareceu na etapa complementar. Miguel Rosa outra vez em grande nível. Mete a bola onde quer, muito bem nas transições ofensivas e na construção de jogo. Sempre em alta rotação, como é seu apanágio. De realçar o passe milimétrico para o segundo golo do Benfica B. Por fim, Correa esteve bastante activo no jogo, firme a segurar a bola e forte nas desmarcações. Foi uma valente dor de cabeça para a defesa madeirense e acabou por fazer o último tento do jogo. Prémio merecido para o jovem paraguaio.

Um jogo em que houve sempre um ascendente encarnado e a vitória por duas bolas a zero é perfeitamente justificável. A União da Madeira pouco fez para alterar o rumo do encontro e acaba por sair derrotada perante o seu público. Agora há uma breve paragem na Segunda Liga e a formação B só volta a entrar em campo no próximo dia 19 de Setembro. Até lá, vamos ver como reage a equipa principal ao fecho do mercado de transferências.

O difícil tornou-se fácil

Uma goleada de 6-0 ao ex-líder da Segunda Liga. Quem diria, não é verdade? A segunda divisão portuguesa tem destas coisas mas, a vitória tão expressiva de ontem, excede os limites da imprevisibilidade. Houve, novamente, muito empenho e vontade de triunfar por parte dos pupilos de Norton de Matos. Miguel Vítor e Jardel formaram, inesperadamente, a dupla de centrais da formação B do Sport Lisboa e Benfica diante do Belenenses.

Miguel Vítor, André Gomes e Jardel marcaram no primeiro tempo; Ivan Cavaleiro (bisou e torna-se assim no melhor marcador da competição) e João Mário marcaram os últimos três golos na etapa complementar. Mais um bom jogo da equipa B, mais uma vitória frente a um dos candidatos à subida. Jogo bonito e de processos simples que resultaram numa goleada completamente inesperada. A Equipa B, que tem como objectivo a manutenção no segundo escalão do futebol português, começa a tornar-se numa surpresa agradável e, por este andar, o objectivo da permanência será assegurado mais rapidamente do que todos previam. O trabalho realizado por Norton de Matos com estes jovens é de realçar.


Destaques:

Dupla de centrais, MV e Jardel - Segura e intransponível. Duas autênticas muralhas. Deram uma enorme segurança e tranquilidade no centro da defesa. A experiência de ambos foi notória em campo e anularam por completo os homens do Restelo.

João Cancelo - Ofensivamente faltam-me palavras para o descrever. Não me gosto de tornar repetitivo, até porque já o referi no jogo contra o Feirense, mas demonstra uma grande capacidade atacante para um jovem ainda com idade de júnior. Defensivamente esteve bastante melhor em relação aos últimos encontros.

Carole - Bem a incorporar-se no processo ofensivo, porém, poderia ter apoiado mais o extremo do seu corredor. Defensivamente, na primeira parte, não teve muito trabalho, devido a um Paulo Roberto desinspirado que lhe facilitou a tarefa. É o melhor lateral-esquerdo que o Benfica tem nos seus quadros, contudo, é curto (ainda) para a formação principal.

Leandro Pimenta e André Almeida - Formaram o duplo-pivot no meio-campo encarnado e foram muito importantes no equilíbrio que deram à equipa. Almeida, principalmente, começa a revelar-se uma boa surpresa nesta equipa B, dada a sua boa capacidade de passe e forma como sai a jogar.

Miguel Rosa - Forte a equilibrar o corredor do seu lado e foi notória, uma vez mais, a sua excelente qualidade de passe. Apesar de não ter realizado uma exibição deslumbrante como as anteriores esteve uma perfomance de bom nível. Em determinadas alturas demorou algum tempo a soltar a bola, algo que não é costuma ser comum em Rosa. Fez a assistência para o primeiro golo de Cavaleiro num processo colectivamente simples mas bonito. Atirou ainda a bola ao poste superior que originou o último tento da noite, apontando por João Mário.

André Gomes - Bastante inteligente, com classe, boa visão de jogo e qualidade de passe. Apontou um golo e realizou uma exibição positiva.

Ivan Cavaleiro - Mais dois golos e é actualmente o melhor marcador da Segunda Liga. Um começo de época soberbo para o extremo oriundo da formação. Jogador de processos simples, não complica, bem a aparecer em espaços mais interiores, portador de boa qualidade técnica e, juntamente com João Cancelo, fazem um corredor direito de excelente qualidade. Tem demonstrado grande frieza à frente da baliza e a prova disso são os 5 golos que já apontou na competição. Num clube bem estruturado, Ivan na próxima temporada teria lugar no plantel principal do Sport Lisboa e Benfica.

Correa - Muito bom sem bola e rápido a desmarcar-se. Não marcou mas complicou a vida aos defesas contrários.

O que fazer a Sidnei?

Assunto(s):
Tivesse Sidnei tanta cabeça como talento para jogar futebol estaria no presente no plantel principal da equipa do Sport Lisboa e Benfica. Mas não parece virado para esse lado. Há tempos escrevi sobre Sidnei aqui no blog e, mesmo tendo sido emprestado ao Besiktas, as mesmas atitudes do central brasileiro mantêm-se. Noite, bares, álcool e diversão. Tudo isto levou à dispensa de Sidnei do plantel de Jorge Jesus e na Turquia resolveu seguir o mesmo estilo de vida, juntamente com os portugueses Bebé e Júlio Alves. Obviamente que ao serviço dos turcos teve muitíssimos poucos minutos de jogo e encontra-se actualmente numa missão impossível para encontrar clube. Falou-se no Saragoça, falou-se no Flamengo, falou-se na vontade do jogador de voltar ao Brasil mas, para já, nada de concreto. Devido ao estilo de vida que o jovem defesa tem levado a missão de encontrar um emblema ao qual seja emprestado tem sido complicada. E parece mesmo que nenhum clube esteja com vontade de “pegar” no atleta sul-americano.

Apesar de todas as hipóteses que foram faladas durante o mercado de transferência houve uma recentemente equacionada que não deve ser vista com maus olhos: o ingresso na Equipa B. Sidnei tem ainda 23 anos, idade limite proposta nas equipas B's, o que só por si começa logo por ser uma vantagem, apesar de na ficha de cada jogo na Segunda Liga poderem figurar três jogadores com idade acima dos 23. Representado a equipa secundária do clube poderia perfeitamente relançar a sua carreira futebolística, isto se estiver realmente interessado. Seria seguido de perto por parte dos dirigentes do nosso clube e Jorge Jesus, acrescentaria experiência e qualidade numa defesa jovem, talentosa mas com falta de experiência e seria certamente uma referência defensiva na formação de Norton de Matos. Para Sidnei seria perfeito, após os erros que tem cometido enquanto profissional de futebol. Contudo, é difícil acreditar em tal decisão, visto que o central brasileiro já jogou em primeiras ligas do futebol europeu e em competições europeias como a Liga Europa, pois jogar numa Segunda Liga, por muito competitiva que seja, para um futebolista com um trajecto destes não deve ser alvo de grande motivação. A decisão cabe à direcção e ao próprio jogador e, se ainda quiser fazer algo de útil e bonito no futebol, pode perfeitamente recomeçar do zero na equipa B. Se tal acontecer, o Benfica tem obrigação de o apoiar de modo a que não cometa os mesmos erros do passado. Mas isso é algo que nos últimos anos o clube não tem feito e nem parece saber fazer, preferindo tratar os jogadores como lixo.

A primeira vitória dos B's

Foto retirada do facebook de Mística Encarnada


O resultado de 4-2 diante do Feirense era tudo menos previsível. Houve muita raça, muito querer e muita ambição esta manhã em Santa Maria da Feira. Uma equipa formada a partir do zero como o Benfica B, que tem como objectivo a manutenção na Segunda Liga, que vence à partida um dos candidatos à subida de divisão, só pode ser encarado como um resultado extremamente positivo. Não estava, sequer, há espera de uma vitória por parte dos nossos "jovens" e, mesmo um empate em Marcolino de Castro, deveria ser encarado como um óptimo resultado.


Onze inicial lançado por Norton de Matos

Foi uma exibição de encher o olho por parte da formação liderada por Norton de Matos, de que qualquer benfiquista se pode orgulhar. Há "miúdos" que dão tudo em campo, com vontade de trabalhar, vencer e evoluir. São três pontos importantes conquistados num terreno complicado e que dá uma enorme confiança para as próximas 40 jornadas. Passemos para as notas ...


Notas:

Mika - Seguro entre os postes e nas bolas pelo ar. Não tem culpa em nenhum dos golos sofridos e teve uma ou duas defesas de bom nível. Titular absoluto nesta equipa.

Jardel - Apresentou-se ao lado de Fábio Cardoso e foi uma autêntica muralha. Bem nas dobras do lado esquerdo, forte na antecipação e mostrou em campo o porquê de merecer ser opção válida no plantel de Jorge Jesus. A sua experiência foi bastante importante em campo, principalmente quando a defesa é composta por jovens jogadores com grande talento mas ainda inexperientes. Foi, a par de Miguel Rosa, a melhor unidade encarnada em campo.

Fábio Cardoso - Acabou por ser expulso em cima do minuto 90 não sabe-se bem porquê. Se por protestos ou por "falta" sobre Pires - note-se que falta está entre aspas. A verdade é que no lance em que foi expulso fez dois excelentes cortes numa saída para o ataque da formação adversária. Esteve seguro e igualmente bem nas dobras do lado direito. Um ou outro erro mas nada de relevante. Falta-lhe experiência, tal como muitos outros jogadores oriundos da CFC. Porém, será ao longo desta temporada que ganhará a tal experiência e determinada "manha" perante adversários experientes.

João Cancelo - A pujança ofensiva de que é portador é impressionante para um rapaz de somente 18 anos e, juntando a sua boa qualidade técnica, fazem dele um lateral bastante promissor. A maneira como aguenta um encontro inteiro sempre ao mesmo nível é incrível. Contudo, defensivamente é onde tem claramente de melhorar. Falta-lhe agressividade, tem muitas dificuldades no um para um e tacticamente não é perfeito. Ofensivamente é talvez o melhor lateral destro da Segunda Liga mas peca bastante defensivamente. Como já referi, tem apenas 18 anos de idade, está no último ano de júniores e tem uma longa margem de progressão, o que me faz acreditar que, colmatando as suas lacunas, tem tudo para ser o futuro lateral direito do Sport Lisboa e Benfica.

Carole - Facilidade em incorporar-se no ataque e na defesa raras foram as vezes que falhou. Fechou bem em zonas interiores e o destaque menos positivo foi a forma atabalhoada como quis se livrar da bola que originou o segundo golo do Feirense. Boa exibição e é actualmente o melhor defesa-esquerdo que o Benfica tem nos seus quadros.

Primeira parte de André Gomes - Pouco acompanho os júniores do nosso clube e foi a primeira vez que vi o André jogar. Bastaram os primeiros 45 minutos para me render ao seu enorme talento. Não é um jogador de grandes correrias e só carrega no acelerador quando acha necessário. Protege bem a bola, portador de uma boa visão de jogo, boa qualidade de passe e com toque de bola refinado. Falta-lhe, todavia, intensidade. Primeira parte de grande nível; na segunda desligou completamente. Acabou por ser substituído por Leandro Pimenta à passagem do minuto 75.

Miguel Rosa - É difícil não se gostar do Miguel, nem que seja só pelo benfiquismo que transpira. Jogou com extremo esquerdo e foi considerado o melhor em campo. Foi o principal impulsionador do ataque, sempre em alta rotação e foi responsável pela expulsão do lateral direito da equipa de Santa Maria da Feira, que viu dois amarelos em menos de 5 minutos. Joga, faz jogar e marcou um belo golo depois de tirar dois oponentes do caminho. Demasiado talento para uma Segunda Divisão. É capitão desta equipa e percebe-se bem porquê. Coloca tudo em campo e joga com o coração. É Raça, é Querer, é Ambição. Eis Miguel Rosa no seu estado mais puro.

Ivan Cavaleiro - Muito forte no um para um, boa qualidade técnica. fez do defesa adversário um jogador banal, tais foram as vezes que conseguiu com sucesso passar pelo seu oponente. Fez dois golos e apareceu nos momentos decisivos. Não foi uma exibição de encher o olho mas esteve igualmente bem como a maior parte dos nossos jogadores.

Cláudio Correa - Bastante esforçado e bom poder de desmarcação, todavia, não me parece ser jogador para actuar num esquema de somente um ponta-de-lança. Acabou por ser um esforço inglório da sua parte. E só para finalizar, o rapaz chama-se Correa e não Correia como os comentadores lhe teimam em chamar. Não existe nenhum 'i' no seu apelido.

Djaniny - Entrou para substituir Cláudio Correa e saiu pouco depois. Entrou, marcou e saiu. João Mário entrou para o seu lugar depois de ter batido com a perna violentamente no poste. Quanto a mim, só lhe posso desejar as melhoras e que recupere rápido de modo a que esteja presente no embate diante da Naval 1º de Maio já na quarta-feira.

P.S. - A ficha de jogo pode ser vista aqui.

Observação: Djaniny Semedo

Jorge Djaniny Tavares Semedo, contratado neste mês de Janeiro à UDLeiria, é um dos reforços que irá integrar a Equipa B do Sport Lisboa e Benfica na próxima temporada. Actualmente com 20 anos, Djaniny levou uma vida de sacrifício até assinar um contrato válido com o nosso clube. Há dois anos tinha acabado de chegar à ilha dos Açores, mais propriamente à modesta vila de Velas, em São Jorge. O jovem jogador foi descoberto num torneio em Cabo Verde pelo presidente da câmara local e ingressou naquela ilha açoriana de modo a que pudesse tirar o curso técnico-profissional de energias renováveis. Ficou hospedado num quarto na sede do Grupo Desportivo Velense e a sua alimentação era feita na escola. Em duas épocas ao serviço do Velense, Djaniny marcou cerca de 50 golos, recebendo rasgados elogios dos treinadores e dirigentes do emblema açoriano. No primeiro ano a que chegou ao arquipélago dos Açores, sempre no interregno escolar da Páscoa, treinou-se no Tirsense e no ano seguinte no Santa Clara. Porém, a hesitação do Santa Clara para garantir o ponta-de-lança africano foi fatal, tendo sido a União de Leiria a resgatar o jovem atleta para a cidade de Lis. Pedro Caixinha, então treinador dos leirienses na altura, ficou deveras impressionado com o jogador acabado de chegar à cidade de Leiria. Foi então que tudo começou. A titularidade na formação da Marinha Grande, as boas exibições até ao assédio do SLBenfica. Um conto de fadas que se deu à velocidade da luz com muito suor e sacrifício.

Relativamente às suas características, Djaniny deve ser actualmente o avançado mais interessante da primeira liga, pondo de lado os três grandes de Portugal. Move-se e aparece muito bem na grande área adversária, é ágil, possui uma boa qualidade técnica e guarda muito bem a bola quando os defesas fazem pressão. Nota-se que não tem medo de partir para cima do adversário, tem facilidade no remate e no seu estilo de jogo traz ainda alguns dotes técnicos do futebol de rua, com alguns traços de fantasia. Mesmo jogando fixo num sistema de somente um ponta-de-lança na formação actualmente liderada por Manuel Cajuda, Djaniny é um jogador que não pensa só em atacar como também ajuda, quando pode, defensivamente. Baixa muitas vezes no meio-campo para poder iniciar o contra-ataque da sua equipa e parte para o ataque destemido. Chegou esta temporada à Liga Zon Sagres com o rótulo de goleador mas até ao momento leva apenas dois golos marcados. Resta saber se a fama de goleador será demonstrada na segunda volta do campeonato, sendo a única observação menos positiva que tenho a apontar em relação ao atleta de 20 anos, todavia, não deve ser visto como um drama e não se pode pedir muito mais a um futebolista que faz a sua primeira época a titular num clube do primeiro escalão nacional.

Em suma, é um jogador bastante interessante que pode muito bem dar cartas de águia ao peito. Dos jogos que pude ver do futuro jogador encarnado, fiquei impressionado pela facilidade de movimentação e confirmar com os meus próprios olhos o porquê dos vários elogios que tem sido alvo ao longo desta temporada. As primeiras impressões são bastante positivas e a sua aquisição para longo-prazo é totalmente aprovada.

O regresso das equipas B

Novo ano, regresso das equipas B, agora ao segundo escalão do futebol profissional português. Uma medida recentemente aprovada que dará, certamente, muito jeito, quer aos Grandes de Portugal, quer a outras equipas do primeiro escalão.

Falando da equipa B do Sport Lisboa e Benfica, é algo que o clube deve usufruir e aproveitar da melhor maneira, não num pressuposto de comissões, contratando “contentores” de sul-americanos. Para um clube que segundo Luís Filipe Vieira, vai ter de investir menos, tem um número excessivo de jogadores com um contrato profissional. Actualmente são mais de 70 futebolistas ligados ao SLBenfica, número o qual terá de ser reduzido. Alguns terão obviamente a sua oportunidade de jogar na equipa B, actuando numa liga super competitiva como a Orangina. Nomes como Lionel Carole, Rúben Pinto, Luís Martins, José Luís Fernández, Jan Oblak, Derlis González, Rafael Copetti ou Victor Lindelöf, e obviamente alguns atletas da Caixa Futebol Campus (CFC), merecem e devem integrar a equipa B, que entra em curso a partir da época 2012/2013. Uns que pouco ou nada jogam no actual emblema que representam e outros que irão pisar o solo lusitano pela primeira vez. Como está à vista de todos, a criação das equipas B vem solucionar o grande problema de emprestar atletas a outros clubes que pode acabar por não ser benéfico, visto terminarem a temporada com (muito) pouco tempo de jogo.

Para além dos jogadores que devem ou não integrar a equipa B na próxima temporada, muito se tem discutido sobre quem será o treinador indicado para liderar a formação que irá actuar na Liga Orangina. Aqui, aponto dois nomes, ambos portugueses, conhecedores do SLBenfica e que trabalham nos escalões de formação do nosso clube: João Tralhão (técnico dos Juniores A Sub19) e Bruno Lage (timoneiro dos Juniores Sub17). Para além de ser benéfico para alguns jogadores, também é uma boa oportunidade para treinadores mais jovens demonstrarem trabalho e, caso tenham sucesso, poderem vir a ser, no futuro, aposta para liderarem a formação principal, à margem daquilo que se sucedeu com Guardiola no Barcelona.

Esta medida do regresso das equipas B só pode trazer vantagens para os emblemas lusos, para além de que irá promover o jogador português, jogador esse que os próprios adeptos benfiquistas gostariam de ter mais na equipa principal.

P.S. – Aproveito para desejar a todos os leitores um feliz 2012, recheado de sucessos a todos os níveis.